"I've never thought my opinions were more important than anyone else's... but they are as important." Bono (U2)

sábado, setembro 17, 2005

Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso)"

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão alimesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia aspessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passívelde ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia serdesmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor éamor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como nãopode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não sepercebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amorque se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

34 Comments:

Blogger charlote said...

é linda :)

1:18 da manhã

 
Blogger Iana said...

:)

11:35 da manhã

 
Blogger rnb_girl said...

Bem...penso que este magnífico texto descreve, na perfeição, a "situação amorosa" nos dias de hoje...hoje em dia já não se namora. Hoje em dia "anda-se", "curte-se" ou até, "come-se" (expressão horrivel e, infelixmente, utilizada muito frequentemente )...não entendo...não entendo o que aconteceu para as mentalidades desta geração pensarem de uma maneira tão "animalesca", de um modo tão primitivo...tenho 20 anos e por vezes sinto-me mal..sinto-me à parte do mundo dos meus amigos em que, se hoje estão com uma pessoa, amanha já estão com outra e, muito provavelmente, depois de amanhã estarão com outra que, até, conhecem no próprio dia...penso que a causa disto é a falta de amor próprio, a falta de respeito pela própria alma e pelo próprio corpo, a falta de segurança, de estabilidade, a pressa de viver...é a necessidade de se sentir desejado...pensam que se "curtiram" com alguém é porque até são bons, atraentes, interessantes...
Realmente...é caso para perguntar o que aconteceu ao amor "verdadeiro e puro"???...não sei...desapareceu...mas espero que um dia volte

2:38 da manhã

 
Blogger suFiss said...

Pois bem,é esse o teu ponto de vista! Que discordo completamente...
Tas a dizer k o amor é demasiado planeado mas tu propria estas a tentar definilo, o k pressopõe dares-lhe um aspecto, uma planificaçao...!
" não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores." Enganas-te... Tive uma relaçao de uma ano e meio! Kem acompanhou de perto ainda hj me pergunta pk raio nao atino com o rapaz...! Akilo sim, era mais k paixao, era AMOR! akele amor que quando a pessoa n esta ao pe de nos magoa muito... Akele amor que era imposivel passar uma hora sem pelo menos mandar uma sms so para dizer "adoro-te"! Akele tipo de relaçao em que os dois são apenas um...E esse um funciona em harmonia e ao mesmo tempo! Amor dakeles que nao eramos apenas "namorados" pk tá na moda, eramos irmaos,companheiros e cumplices... Amor k realmente pouca gente sente mas k mts kerem viver! Mas nao... amor é um jogo ou uma conveniencia...! Basta ires a um park ou uma praia e há sempre casais k demonstram o seu amor...e k nos olhamos e dizemos " Fogo kem me dera estar assim,parecem tao in luv"!
Mas cada um tem o seu ponto de vista... akele era o teu este é u meu =)
****

1:27 da tarde

 
Blogger moc said...

O maior problema do amor hoje em dia é a oportunidade.
Temos demasiadas oportunidades e por isso podemos dar-nos ao luxo de as ir desperdiçando. Dantes a oportunidade de amar era mais reduzida e, por uma questão de sobrevivência as pessoas amavam-se. Agora achamos sempre que podemos encontrar melhor; Aliás, temos esse direito!
Acabaremos por concluir que não.

1:14 da tarde

 
Blogger Carlos Gomes said...

Subscrevo a 110%...

2:10 da tarde

 
Blogger Malibu said...

O Amor é muito relativo,dependendo do ponto de visto de cada invividuo... mas na minha opiniao Amor é entregarmo-nos de corpo e alma a alguem que nos diz tudo..a alguem em quem pensamos em 1º lugar quando nos levantamos, e pensamos em ultimo quando nos deitamos...por isso nao podemos classificar o Amor mas pode-se dizer que Amar nao é facil, mas tem de ser de extremos... tudo ou nada...

2:29 da tarde

 
Blogger ***MONKEYKING*** said...

o amor é algo tao simples como..."cada um ama como cada qual.." tu amas assado..ele ama cozido...como foi dito por aqui...o amor nao tem uma definiçao..nao rege por um padrao imposto...o amor é livre...é amor...

8:29 da tarde

 
Blogger Thiago said...

Bom, quero tambem dar a minha opinião nesse assunto que tanto me perturba, me entristeçe, me angustia...
Primeiramente quero dizer que todos voces (com exceção ao primeiro comentário de 'rnb_girl') que postaram sobre o "Elogio ao amor" do grande Miguel Esteves Cardoso, olham o amor com olhos modernos, os olhos da nova mocidade, acho que voces não sabem ainda o que é amor verdadeiro...
O que acontece hoje é que o povo não conhece os pricípios da criação de Deus, não conheçem a proposta inicial de Deus para com o homem, não conheçendo pecam, pecam contra seus mandamentos e estatutos. Existe uma desvalorização todal do proprio EU, hoje em dia quem não "fica", quem não "come", quem não aproveita as "oportunidades" e as "cantadas" é visto ou como boiola, porque isso? porque o povo em massa abituou nessa nova forma de pensar, mas não enchergam que foi exatamente essa nova forma de pensar que matou o "Verdadeiro Amor" em seus corações, confundem a atração com o amor, a atração acaba mas o amor é infinito. "Porque ser fiel a uma mulher sendo que existem muitas bem mais gostosas do que ela que vão aparecer?" essa é a pergunta que como uma praga enraigou no cérebro da nova geração...
Tenho vinte anos, estou descepcionado com esse mundo moderno, não consigo viver assim como todo mundo, confesso que é dificil não agir como eles pelo desejo da carne, mas, quem quizer um dia encontrar o verdadeiro amor, tem que crucificar seus proprios desejos momentaneos e pensar a longo prazo, porque o amor morre no coração de cada um que não o valoriza, mas o amor não morre no coração daqueles que não o mata, o tempo e a época não mata o verdadeiro amor, só não esqueçam de uma coisa, tudo tem um preço, o Amor é bom não é?, se é bom é caro, e tem que pagar o preço, e o preço é, crucificar os desejos momentaneos de ficar por ai igual animal, que um dia o amor aparecerá assim como aparece o amanhecer, só assim alguem pode dar valor na pessoa que ama, respeitar, honrrar até a morte, independente das circunstâncias...
Essa é a minha forma de pensar, fico muito triste porque a maioria não pensa assim, mas fico feliz porque eu penso assim, ficarei sozinho acompanhado apenas do meu amor próprio, até que um dia eu encontre alguem que pense assim como eu, e tenha tambem o verdadeiro amor no coração assim como eu tenho, unindo esses dois amores ficará somente um grande amor que durará a vida inteira...

1:09 da tarde

 
Blogger anonimo said...

Não sou nada ligeira no amor...não há meiguiçes hipocritas nem dissimulação da dor..eu mato, esfolo,arranho e ferro..todos os sentimentos que me saltam em prol do amor, são lançados cá para fora. Quero que o meu amor veja, quero que sinta, quero que saiba que vive dentro de mim este sentimento de medo da perda e de ciúme...pois isso sim, é sentir em plenitude o amor e o seu sentido..recuso-me a viver esse amor de montra imaculado que se baseia na casa limpa para receber as visitas, na diplomacia (como se fosse possível!!) ou na merda da passeata ao domingo em que nada acontece,nada se fala, mesmo sendo esse, por vezes, o único dia de plenitude a dois..o que não faltam são quadros por aí..vazios, desbotados e sem pinta de amor..prefiro passar um domingo sentada no sofá a roer as unhas e deprimida com o coração a esmifrar de desespero da saudade, do que me entregar ás benesses do amor paisagístico.Um abraço aos amantes paleolíticos..

12:57 da tarde

 
Blogger inespimentel said...

O AMOR É UMA CAUSA EM QUE A INTENSIDADE DO INVESTIMENTO REFECTE O SABOR DO FRUTO...QUANDO POMOS NELE TUDO O QUE TEMOS E SABEMOS A CADA MOMENTO APERFEIÇOAMOS A ARTE DO CONTORCIONISMO AFECTIVO EM QUE O DAR O O RECEBER SE ENTRELAÇAM NUM NÓ CEGO...DUAS LINHAS DE VIDA DIFÍCEIS DE "DESATAR".

4:05 da tarde

 
Blogger cliam said...

O amor é um fogo que arde sem se vêr, é um contentamento descontente...
Este pedacinho de poema do nosso grande Luis de Camões diz muito do que penso acerca do amor. O amor para mim é eterno ( o verdadeiro amor), hoje em dia vive-se muito aquele amor de ocasião, aquela paixão de momento que não prevalece.
Mas o verdadeiro esse sim é para a vida toda...mas atenção, até o verdadeiro amor tem que ser cultivado todos os dias, para não cair nas armadilhas do dia a dia, sim... porque quer queiramos, quer não, não podemos fugir aos problemas que todos os dias nos batam à porta e até o amor mais profundo e verdadeiro tem que estar protegido de todas as adversidades.
E por favor, amem muito...
Todos os dias vale a pena essa batalha, pois será reconpensada.
Amar é uma doce batalha a ser travada todos os dias!

11:22 da manhã

 
Blogger Mário G. said...

O Amor é Fodido...
MEC

12:50 da manhã

 
Blogger Tita said...

O amor é algo que não se vê, mas se sente. Por isso, como se ouve dizer: só se vê bem com o coração, pois o essencial é invisível aos olhos.
Actualmente, é raro alguém se apaixonar por outra pessoa. No fundo, bem lá no fundo, há segundas intenções, infelizmente. Também, uma coisa que acontece, é que o sentimento que se pensa que se tem pelo outro, é pura ficção. Na minha opinião, todas as pessoas precisam de amar, principalmente, quando estão a passar por maus momentos. Pois, é nesses momentos, em que sofremos, que precisamos de alguém a nosso lado!
A primeira é simplesmente o que todos nós um dia já pensámos. O medo de perder alguém, terrível. É pensar a mais e dormir a menos. A segunda não é mais do que começar a perder o interesse na pessoa que dantes gostávamos. Já não é aquele brilhozinho nos olhos, aquela luz q nos intimida e nos aquece no doce lar. Mas é uma sensação tão boa, sentirmo-nos nas nuvens, sentir aquela auto-estima e confiança que tínhamos perdido de um outro amor perdido no tempo e espaço da memória e de uma outra desilusão. Parece mesmo que nunca aprendemos, se realmente é nossa a culpa de haver desilusões porque é que elas não acabam? Vai caindo como dominó, gota a gota. E, com as peças desse belo dominó, dessas gotas amargas, vai caindo mais um pouco de nós, só mais um pouco. Definitivamente, desiludimo-nos por um amor velho, mas o nosso querer de amar leva-nos à ilusão.
Gosto de ti mas não quero grandes emoções, sentemo-nos e vejamos o rio passar. - o que tenho aprendido é que não vivenciamos a desilusão apenas nesses amores, mas em toda a nossa vida. Vivemos numa desilusão de nos desiludirmos.
O amor é o que é, e temos que o aceitar tal e qual como ele é, e não como queremos que ele seja. Se existe alguém neste mesmo mundo que sabe o que quero, o que necessito e anseio não é. Mas que frase sem sentido, sem nexo. Não é o que? Queremos respostas fáceis e directas. Somos impacientes, procuramos fazer as coisas o mais rápido possível para que possamos desfrutar ao máximo a nossa vida. Que hipocrisia. O que queremos não e viver ao máximo, é tapar a nossa insegurança sobre a vida, sobre nossas questões éticas, amorosas e sócio-culturais. Vivemos num Carnaval constante, onde não falta palhaçada e pessoas mascaradas, e onde não falta também o “no Carnaval ninguém leva a mal”. E estamo-nos nas tintas para o que as outras pessoas pensam – hipocrisia mais uma vez! – e não olhamos meios para atingir os nossos egocêntricos fins. Ah! Mas que desilusão de pessoas. E arranjamos mais umas férias no maravilhoso Carnaval que se encaixa no nosso próprio Carnaval existencial, onde estão as pessoas de coração de ouro, cheias de carinho. Não de boas intenções mas sim com um grande amor. Pessoas diferentes, com objectivos, sentimentos, sem querer atropelar ninguém. Pessoas que ajudam e se preocupam com os outros, e com o mundo à sua volta (?)
Quem sabe, um dia, talvez apareça alguém que nos consiga ler os pensamentos que ainda não descobrimos dentro de nós, que os decifre e que os trague cá para fora e revele o nosso íntimo.
O amor, o amor... para mim é isto: desilusões atrás de desilusões, uma rotina diária, mas ninguém o quer evitar. Como eu, também não o evito.

7:04 da tarde

 
Blogger Vitor M said...

Apesar do MEC ter uma visão da vida e por arrasto, do amor, que é um pouco "louca", não deixa de ter muita razão quando afirma neste texto que o amor na sociedade actual se transformou em algo quase banal, e não naquele sentimento nobre e belo que sempre deveria ser.
Amar deveria ser o acto mais belo do Mundo!

7:31 da tarde

 
Blogger AR¨ said...

"O amor não é para se perceber..."

Não é mesmo, não dá sequer :S

10:49 da tarde

 
Blogger O pensador said...

Este texto do Miguel Esteves Cardoso consegue ser quase tão patético quanto ele.
Isto que ele diz não tem pés nem cabeça!

Antes de falar sobre o amor, ele deveria pelo menos dar-se ao trabalho de perceber o significado dessa palavra.

Este texto só tem frases bonitas e pelo facto consegue encantar/enganar muita gente, porque de em termos de sentido, não tem nenhum.
Só vejo contradições e incoerências.

Este texto para ter algum sentido, teria pelo menos que se mudar o titulo.
Teria que ser:" Elogio à Paixão".

Porque está muito claro que o Miguel Esteves Cardoso confundiu de forma grosseira o sentido do amor e da paixão...

Cumprimentos

10:58 da manhã

 
Blogger Ventura said...

Eu já amei muitas vezes! ;) É bom, sem dúvida! Não se esqueçam que ainda somos muito animalescos...;)

6:38 da tarde

 
Blogger Lucinda said...

O amor é uma prisão. É ansiedade, desacato, intranquilidade, obcessão, doença. O amor toma conta de tudo como um vírus. Deixa-nos irracionais, sem capacidae para nos controlarmos e fazer o que é bom para nós.O estado de paixão limita-nos. É uma seca. Tem uma vantagem: deu origem a arte. Enquanto se ama não se pensa em mais nada. Se todos estivessemos apixonados ainda estavamos na prè-história, mas éramos felizes e não aborrecíamos os outros. Opções.

1:08 da manhã

 
Blogger Lucinda said...

Ah! Outra coisa. Adoro a escrita do Miguel Esteves Cardoso.Não o acho nada patético.

1:11 da manhã

 
Blogger Mário said...

Com tanto comentário, com tanta opinião, sinceramente, fico a planar por cima de tanta maneira de ver o amor...Para mim penso que o amor não é, nem deve ser algo estruturado nem esquematizado e muito menos com uma regra padrão...Devemos amar de qualquer maneira, desde que sejamos felizes, assim como as pessoas que nós amamos.

12:43 da manhã

 
Blogger BLACK LABEL said...

como diria o outro.. " cada vez mais é um negocio"

3:43 da tarde

 
Blogger Cobras said...

O Amor tornou-se cada vez mais a realidade que o autor defende ao contrário.
O Amor de antes era diferente, lembro-me de entrar no carro do meu namorado e ter um lindo ramo de flores no banco. Lembro-me de todas as mensagens que um dia me enviou...
Onde estão os apaixonados de hoje?
O amor hoje não é Amor, é um sentimento que cada qual tenta esconder à sua maneira, por vergonha dos amigos, por medo de ser gozado pelo destinatário de tal amor... enfim

3:42 da tarde

 
Blogger clea said...

Bem, está dificil comentar por aqui...
Quero dizer que estou Amando, vivendo todas as incoerencias, querendo paz e vivendo na dúvida, querendo retorno, mas nao fazendo cobrança, querendo mais e melhor, mas feliz com o que tenho...

11:31 da tarde

 
Blogger Li said...

Sou uma mulher de 27 anos que terminou à uns meses um namoro de quase 9 anos!!
Foi duro lidar com a realidade, mas aquela chama que existia quando ainda era uma miúda de 18 anos apagou-se quando me apercebi que crescemos os dois juntos mas com visões da vida muito distantes.
Foi duro, mas foi melhor assim, não era justo continuar com alguém por pena. Não era justo para nenhum dos dois...
Eu juro que tão cedo não me queria envolver seriamente com mais ninguém, mas a vida é "lixada" e ao fim de 2 meses conheci o que é hoje, sem dúvida nenhuma, o homem da minha vida!!
O nosso namoro é muito recente, mas atingiu um nível que o outro de anos nunca tinha atingido.
Eu com 27 (a um mês dos 28) e ele com 34 anos, temos objectivos e principios de vida muito parecidos. Temos uma forma muito sincera de amar, contamos tudo um ao outro (passado, presente e sonhos para o futuro). Somos completamente loucos, sem preconceitos.
Amamos sem cobranças, trocamos carinhos sempre que estamos juntos (aquele toque no rosto, aquele olhar de cumplicidade,...)
Como alguém já disse, chega a doer a ausencia, nem que seja só por um dia!
O amor tem destas coisas fantásticas...faz-nos renascer!!!
Simplesmente amem e deixem-se amar!! Sejam felizes!!

1:27 da manhã

 
Blogger Filipa Oliveira said...

Tenho pena que as coisas hoje estejam ao contrario.
Antigamente o sexo era tabu, mas hoje em dia, o amor tornou-se o tabu.
As pessoas ja nao dizem "eu amo"!
Ja nao se ve declaracoes de amor, serenatas, aquela danca, gritar para todos ouvirem, a loucura...ja nao se ve o amor.

5:05 da tarde

 
Blogger Pedro said...

O amor é fodido...

12:21 da tarde

 
Blogger Sofia said...

Olá! Deixo aqui um obrigada ao Pedro que me facultou este link. Fiquei petrificada ao ler todas estas palavras porque se o discurso faz sentido, então ele está aqui e eu acabei de o ler. Acredito no amor e acredito que uma pessoa possa amar, com todo o seu ser. Amar sem esperar nada em retorno para além da cumplicidade, respeito e partilha. Amar o outro como se ama a si próprio. Sem desculpas, sem entrelinhas.

Beijinhos,Sofia

9:06 da tarde

 
Blogger Ana C. said...

Gosto tanto :) isso é tão, mas tão verdade!

12:33 da manhã

 
Blogger Eros said...

Para esse texto me causar impacto teria que ser verdadeiro, escrito com a mesma emoção com que foi mas corrigido com calma e poupar a falta de educação.

O amor é uma ilusão, é a necessidade de proteger alguém de cuidar dessa pessoa e não deixar que algo de mal lhe aconteça, é deixar de ver qualquer defeito na pessoa "amada" mas no entanto ser magoado por esses mesmos defeitos sem nos darmos conta, é não conseguir imaginar ter sexo com essa pessoa mas apenas pensar em fazer amor, em sentir os corpos equilíbrio de movimentos o suor de cada um misturado em ambos, é gemidos lentos não apenas de prazer, mas de carinho. É tornar cada minuto da vida dessa pessoa mais fácil, cada segundo mais romântico. E no fim, isso acalmar... Tornar-se na conveniência social a que te referes, e quando esse sentimento voltar a despertar vai ser noutra pessoa, e tudo se repete de novo.

No entanto, um sai sempre de coração partido... Portanto o amor, se é que existe... É uma rotina de emoções fortes que vão acabar em lágrimas, possível ódio e provável violência.
Antigamente também era assim, sempre foi... A diferença é que não existe tanta conveniência para separar essa conveniência-social e portanto as pessoas mantinham-se unidas numa tentativa de deixar tudo mais fácil.

F*ck... Estou a parecer extremamente feminino. (Digo isto para não ofender homossexuais)

1:42 da tarde

 
Blogger Laranja said...

Eu elogio o amor e elogio a paixão!
Também acho que o elogio do Miguel refere-se mais á paixão do que ao amor. De qualquer das formas acho um bom elogio.
A força da paixão é o que move o mundo... a paixão por alguém ou por alguma coisa, algum sonho!
Um apaixonado é um vendido à ilusão, à alegria infinita, ao brilho intenso dos olhos, à loucura e às atitudes desvairadas que temos saudades de ver e que dizemos que são por amor...
Um apaixonado vive com um sorriso nos lábios uma vida que podia ser banal anteriormente...
Mas o amor é diferente, é alguma coisa que se vai cultivando, que não vive de loucuras ou de atitudes precipitadas...Não se impõe... acontece!
O que eu acho que acontece hoje em dia, é, que nos apaixonamos e pensamos que irá ser para a vida inteira. Escolhemos uma pessoa por quem nos apaixonámos e queremos agarrá-la, prendê-la para sempre para sermos felizes. Namoramos, vamos ao cinema, vivemos juntos, vamos às compras e até casamos… tudo em nome do “amor” ou de uma paixão que queremos prolongar e que lentamente se vai apagando sem darmos por isso. Acabamos por ser casalinhos “embrutecidos”, “cobardes” e “comodistas”, “incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia”. É a monotonia da rotina que mata a paixão.
Mas aguentamos em nome do tal “amor”, queremos sacrificar desejos, vontades e loucuras em nome do tal “amor”, queremos ter filhos em nome do tal “amor” e falamos de amor de uma forma tão banal que deixamos de lhe dar valor. O amor é muito mais que uma relação rotineira, é alguma coisa mais transcendente e profunda… Ama-se verdadeiramente com a alma, não com o coração.
E isso é o que eu admiro num casal de 80 anos que brincam ainda como dois adolescentes apaixonados depois de uma vida de 60 anos juntos. Isso é o fruto de um grande amor que começou com uma grande paixão e que não cedeu a tentações e a rotinas. Isso, de facto, já não existe.

2:54 da manhã

 
Blogger Eduardo said...

Gostaria também de deixar aqui a minha opinião a este "desabafo", guiando-me por outros comentários. Tal como disse a "rnb_girl" hoje em dia os jovens, tal como eu, que tenho apenas 17 anos, vivem vidas de merda, por acharem que se "andarem com um gajo ou uma gaja boa" irão ser melhores do que os outros, são interesseiros, invejosos, e pressionam os outros a serem iguais, e eu sei isto muito bem porque estou rodeado de uma sociedade que quer moldar pessoas iguais, querem que todos sejam betos, emo's, dreads, porra! Cada um é como é, não necessitamos de uma sociedade que pressione todos os que são diferentes, "só porque se forem diferentes irão ser uns palhaços", como disse o "thiago", isso só demonstra uma sociedade hipócrita e sem princípios, animalesca! Não entendo, todos os meus colegas têm montes de namorados(as), e acham sempre que é a tal... talvez seja até à semana seguinte! Eu nunca amei realmente, nunca consegui amar alguém à primeira de vez a visse, talvez porque tenho demasiadas oportunidades para desperdiçar, podia até dizer que o amor é simplesmente algo que as pessoas inventam, mas não. O amor não é algo que se possa explicar, a frase que já vi chegar mais perto foi "O amor é fogo que arde sem se ver." Perdemos tanto tempo a pensar no que é o amor que "perdemos o comboio", estamos com tanta pressa a tentar compreender tudo à nossa volta que esquece-mo-nos de viver, de amar! O mundo ficou com uma pressa danada... querem tirar as suas licenciaturas, ter a sua casinha, ter uma vida perfeitamente normal... mas que desperdício! Temos a oportunidade de viver por um tempo limitado e usa-mo-lo para sobreviver, e não viver! Esquece-mo-nos de viver! O que quero dizer com isto tudo, e espero não ter sido muito ambíguo, porque como adolescente ainda tropeço um pouco nas palavras, é que o cerne da questão está para além do amor, está em cada um de nós, queremos uma vida cómoda, sem ninguém a incomodar-nos, não queremos ir a correr para lugar nenhum, sem objectivo, tudo tem que ter um objectivo, não queremos experimentar coisas novas, porque não fazer voluntariado, Há outras pessoas para fazê-lo? Acho que no fundo o jornalista que escreveu o texto queria dizer isto, de certa forma, não queremos amar verdadeiramente porque não nos convém, é chato, é descontrolado. Para finalizar... "já ninguém ama ninguém..." será que alguma vez alguém amou outra pessoa? Podemos ser animais racionais, e embora queiramos ter o controlo sobre tudo, não sabemos a resposta para a pergunta o que é o amor... é algo que nos ultrapassa, está acima de nós, tal como está a existência de um Deus, poderá ser tudo fruto do nosso gigantesco imaginário, que condiciona todos por supostamente ser um "conhecimento geral", a existência do amor e de Deus. Espero não me ter prolongado demais.

3:04 da manhã

 
Blogger Bu said...

Sinceramente, não sei se quero vivê-lo. Ao contrário do que diz, eu penso que amor faz parte de uma realidade. A qual é difícil de controlar, por não haver nada de linear na sua existência, a não ser o facto de como referiu ser como um “cancro”, destrutivo e negro… pelo menos, daquilo que penso que foi um amor. E como algo destrutivo, tem um fim. Por mais boas que sejam as coisas que imaginamos ao estamos iludidos, não passam disso mesmo, ilusões. Não nos levam a um final feliz, a não ser o de amadurecimento. No entanto, um amadurecimento é o fim de uma fase e começo de outra. O que me faz por em causa, se nesse novo começo, não devemos ser mais calculistas e menos “uhuh”.
Um cancro não é algo que se queira ter, pelo contrário, tenta-se prevenir.

3:01 da tarde

 
Blogger Bu said...

Sinceramente, não sei se quero vivê-lo. Ao contrário do que diz, eu penso que amor faz parte de uma realidade. A qual é difícil de controlar, por não haver nada de linear na sua existência, a não ser o facto de como referiu ser como um “cancro”, destrutivo e negro… pelo menos, daquilo que penso que foi um amor. E como algo destrutivo, tem um fim. Por mais boas que sejam as coisas que imaginamos ao estamos iludidos, não passam disso mesmo, ilusões. Não nos levam a um final feliz, a não ser o de amadurecimento. No entanto, um amadurecimento é o fim de uma fase e começo de outra. O que me faz por em causa, se nesse novo começo, não devemos ser mais calculistas e menos “uhuh”.
Um cancro não é algo que se queira ter, pelo contrário, tenta-se prevenir.

3:01 da tarde

 

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